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Cinema gratuito e de frente para o mar, Cine Verão exibirá 19 curtas na orla de Ponta Negra | 28 e 29 de janeiro

Cinema ao ar livre é uma opção incomum na Cidade do Sol, em que as salas são climatizadas, dentro de shoppings centers, com ingressos caros e filmes internacionais ou raramente nacionais, produzidos no sudeste do país.

O Cine Verão, festival de cinema da capital, é uma alternativa de democratização do acesso ao cinema e principalmente, de valorização das produções audiovisuais locais. O festival acontecerá nos dias 28 e 29 de janeiro, no Deck em frente ao Astral Sucos na Orla da Praia de Ponta Negra. Em sua 3° edição, que acontecerá na Orla da Praia de Ponta Negra, o festival exibirá 19 curtas, sendo 10 potiguares para a mostra Poti e 9 nacionais da mostra Brasil, todos escolhidos pela curadoria do evento.

Todas as exibições são gratuitas e abertas a quem quiser prestigiar as produções. O Cine Verão recebeu aproximadamente 200 filmes inscritos tanto para a mostra local, quanto para a de curtas nacionais.

Cine Verão Poti
Para a Mostra Cine Verão Poti, com obras de realizadores potiguares e rodados no estado do RN, os selecionados foram:

– CODINOME BRENO | Direção: Manoel Batista – Natal – Doc;
– DISTORÇÃO | Direção: Paula Pardillos e Davi Revoredo – Natal – Fic;– SALVE O REI QUE VAI CHEGAR | Direção: Rosália Figueirêdo – Serra de São Bento – Doc;
– BERRO | Direção: Alex Macedo & Riele Silva – Parelhas – Fic;
– CASA COM PAREDE | Direção: Dênia Cruz – Natal – Doc;
– A PROVÍNCIA MODERNA | Direção: Artemilson Lima e Raimundo Arrais – Natal – Doc;
– VILA DO SOSSEGO | Direção: Alex Macedo – Parelhas – Fic;
– JÚLIA PORRADA | Direção: Igor Ribeiro – São Miguel do Gostoso – Doc;
– EM REFORMA | Direção: Diana Coelho – Natal – Fic;
– BASCUIO | Direção: TupaN Diego – Natal – Doc.

Cine Verão Brasil
Para a Mostra Cine Verão Brasil, formada por obras realizadas e rodadas em diversos estados do país, os selecionados foram:

– RISCADOS PELA MEMÓRIA | Direção: Alex Vidigal – DF – Fic;
– PEGA-SE FACÇÃO | Direção: Thaís Braga – PE – Doc;
– VISTA PARA DIAS NUBLADOS | Direção: Ana Luísa Moura – RS – Fic;
– TRAVELLING ADIANTE | Direção: Lucio Branco – RJ – Doc;
– DRAGNOSTRA | Direção: PV Vidotti – MT – Fic;
– A PRAGA DO CINEMA BRASILEIRO | Direção: Zefel Coff e William Alves – DF – Doc;
– AS VIAJANTES | Direção: Davi Mello – SP – Fic;
– SOCCER BOYS | Direção: Carlos Guilherme Vogel – RJ – Doc;
– O GRANDE AMOR DE UM LOBO | Direção: Kennel Rogis e Adrianderson Barbosa – PB/RN – Fic.

Orquestra Sinfônica do RN faz três apresentações gratuitas | 20 a 22 de dezembro

A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (OSRN) vai realizar as suas últimas três apresentações de 2019. O grupo vai apresentar a Ópera Natalina “Amahl e os Visitantes da Noite”, de Gian Carlo Menotti, na sexta-feira (20 de dezembro de 2019 – 20/12), sábado (21 de dezembro de 2019 – 21/12) e domingo (22 de dezembro de 2019 – 22/12) na praça externa da Arena das Dunas, às 20h. A entrada é gratuita nos três dias e não há necessidade de fazer reserva de ingressos.

As apresentações fazem parte da programação do Natal em Natal, através do projeto cultural O Primeiro Milagre do menino Jesus, subtítulo utilizado para apresentar a ópera.

A ópera tem duração de 1h e dentro desse tempo, a plateia vai presenciar a música envolta de outras linguagens, com a encenação, a dança e o canto, características específicas das óperas.

A ópera é baseada no trabalho de Gian Carlo Menotti, que deu vida às suas lembranças, inspirado em sua infância na Itália, local em que magia natalina era trazida pelos Três Reis Magos. Lá, acreditava-se que o Papai Noel estava muito ocupado com crianças americanas para atender as da Itália e, dessa forma, os presentes eram levados pelos Reis Magos. A ópera foi escrita em 1951 e alcançou palcos do mundo com várias apresentações.

Amahl e os Visitantes da Noite

A história da ópera se passa em uma aldeia, de onde se enxerga uma cabana. Nela, mora uma criança (Amahl) deficiente, criativa e sonhadora junto com a sua mãe, que visa os desafios do futuro diante da pobreza que os atinge.

Em uma noite estrelada, batem à porta deles, os Reis Magos em busca de um momento de descanso. Os viajantes são acolhidos.

As joias (ouro, incenso e mirra) carregadas pelos reis despertam na mãe um sentimentos e reflexões. Ela entoa em canto toda a injustiça que representa aquela riqueza concentrada para tão poucos.

Ela é flagrada roubando uma das joias enquanto todos dormem, mas a deficiência do seu filho desaparece em um milagre.

Elenco

A ópera Amahl e os Visitantes da Noite será interpretada por:

  • Guilherme Lucas (Amahl)
  • soprano Paola Soneguetti (mãe de Amahl)
  • os Reis Magos: tenor Kaio Morais, o barítono Jonatas Meireles, e o baixo Lailson Toscano, com participação do Coral Harmus, do ator Doc Câmara e das bailarinas Margoth Lima, Julia Vasques, Laura Lima e Sarah Nascimento.
  • direção artística: maestro Linus Lerner
  • direção de arte e de cena: Tatiane Fernandes e Anderson Leão
  • preparação de coro: Janilson Batista
  • coreografia: Wanie Rose Medeiros.

Serviço

  • Quando? Sexta-feira (20/12), sábado (21/12) e domingo (22/12)
  • Horário? 20h
  • Onde? Arena das Dunas
  • Entrada? Gratuita
 

Cinema ao ar livre com sessões gratuitas | Até 22 de Dezembro

Organizado pela Associação República das Artes, o primeiro festival de cinema ao ar livre de Macau arranca hoje no relvado do Museu da Ciência de Macau, com a exibição do filme de Wim Wenders “Asas do Desejo”. Entre 13 e 22 de Dezembro (13/12 e 22/12) serão projectados oito filmes clássicos e outros tantos documentários sobre fotógrafos conceituados.

A primeira edição do festival “The Gaze” pretende recuperar a magia do cinema ao ar livre com oito sessões gratuitas no relvado do Museu da Ciência de Macau de filmes clássicos como “O Acossado”, de Jean-Luc Godard, ou “Stalker”, de Andrei Tarkovski. “É um cinema diferente. A ideia é que também seja uma sessão de cinema para todos, para a família, onde as pessoas podem estar à vontade, podem comer, podem beber, tudo ao ar livre. É essa a nossa ideia, de ser uma actividade não só de estar a assistir a uma exibição cinematográfica, mas também de convívio, de relaxamento”, disse Sofia Salgado ao PONTO FINAL.

A coordenadora da Associação República das Artes considera que faltava um evento deste género em Macau, e que o projecto será para continuar no futuro, apesar de desconhecer os moldes. “Esperamos que esta actividade venha a crescer, ainda não sabemos em que moldes, mas, para já, é uma estreia, e no próximo ano vamos ainda ver em que moldes em que isto vai evoluir”, disse Sofia Salgado, acrescentando que houve apoio do Instituto Cultural para a realização do evento.

“Nunca foi feito um evento deste género antes, assim ao ar livre, para o público em geral. É sempre difícil em Macau conseguir espaços públicos para actividades de associações privadas, então é sempre uma vitória conseguir um espaço para fazer um actividade na rua”, referiu, assinalando que o espaço junto ao Museu da Ciência tinha as condições necessárias para realizar o evento ao ar livre.

“É um espaço relvado e nós queríamos uma área relvada, ou pelo menos minimamente confortável, que não fosse cimento. Vamos tentar proporcionar algum conforto às pessoas para que não se tenham de sentar no chão, vamos ter alguns puffs e distribuir algumas mantas se estiver frio”, revelou a coordenadora da Associação República das Artes.

Para dar início ao festival, a organização escolheu “Asas do Desejo” de Wim Wenders. Todos os filmes em cartaz começam às 18h15, sendo precedidos de um documentário sobre fotógrafos conceituados, nomeadamente La Jetée, Henri Cartier-Bresson, Martin Parr, Marc Riboud, Edouard Boubat, Joseph Koudelka, Robert Doisneau e William Klein.

Para além de “Asas do Desejo”, o programa inclui “Un Cuento Chino”, de Sebastián Borensztein, “In the Mood for Love”, de Wong Kar-Wai, “Nausica”, de Hayao Miyazaki, “O Acossado”, de Jean-Luc Godard, “Not One Less”, de Zhang Yimou, “Stalker”, de Andrei Tarkovski, e “8 ½”, de Federico Fellini. “Escolhemos esta diversidade de filmes para ser uma diversidade de cinema que não é normalmente tão popular como as correntes nas novas plataformas”, referiu Mica Costa Grande ao PONTO FINAL. O organizador do evento assinalou também a “componente visual muito forte” da selecção de filmes do festival.

“Todos [os filmes] têm a componente visual muito forte, e na introdução de cada filme vamos ter sempre um documentário sobre um fotógrafo. O nosso objectivo principal na montagem deste evento ao ar livre é que ao mesmo tempo sejam filmes que tenham alguma relação com o público”, afirmou Mica Costa Grande. “Temos filmes desde 1950 até agora. Do Goddard até a um filme argentino que se chama ‘Um Conto Chino’, que é o mais recente, que é de 2011, mas todos eles têm essa componente de fotografia, a cinematografia deles é de grande qualidade”, acrescentou.